Governadores bolsonaristas não irão a manifestação em defesa de Bolsonaro

Governadores de direita que buscam atrair o voto bolsonarista para concorrer à Presidência em 2026, faltarão à manifestação convocada por aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) com críticas à atuação do Supremo Tribunal Federal (STF).

Tarcísio de Freitas (Republicanos), Ronaldo Caiado (União Brasil), Romeu Zema (Novo) e Ratinho Júnior (PSD), não vão comparecer ao ato que será realizado no próximo domingo (3), Avenida Paulista. Bolsonaro e a ex-primeira-dama, Michelle Bolsonaro, também estarão ausentes. As informações são do jornal O Globo.

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas passará por um procedimento médico na tireoide neste domingo, data das manifestações. A previsão é que ele tenha alta no mesmo dia, mas deve ficar de repouso.

Segundo nota divulgada pelo governo de SP, Tarcísio estará apto para voltar ao trabalho na segunda-feira, mas fará apenas “agendas internas”.

Já o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, afirmou nesta sexta-feira ao Globo que não comparecerá aos atos bolsonaristas por já ter “uma reunião marcada anteriormente” e por discordar do “timing” da manifestação. Caiado, que disse ser “100% contra o tarifaço”, argumentou que tem priorizado a interlocução com o encarregado de negócios do governo dos EUA, Gabriel Escobar, e defendeu ser necessário evitar novos tensionamentos por ora.

O governador do Paraná, Ratinho Jr., também disse que não comparecerá às manifestações. Procurada, a assessoria de imprensa do governador informou que ele estará em viagem pelo interior do estado.

De acordo com apuração do jornal, o governador de Minas, Romeu Zema, não pretende participar das manifestações. Zema não se manifestou oficialmente.

Motivo da manifestação

O ato foi convocado após o ministro do STF Alexandre de Moraes determinar, há duas semanas, medidas cautelares contra o ex-presidente, que incluíram a colocação de tornozeleira eletrônica.

Além do desagravo a Bolsonaro, a pauta da manifestação bolsonarista inclui a alegação de que aliados do ex-presidente seriam alvos de perseguição por parte do Judiciário.

A convocação também tem como pano de fundo a escalada de um imbróglio político e econômico iniciado pelo tarifaço anunciado pelo governo dos Estados Unidos sobre exportações brasileiras.

Os desdobramentos da crise desembocaram, na última quarta-feira (30), em um anúncio de sanções do governo americano contra Moraes.

As manifestações bolsonaristas ocorrerão em diversas cidades brasileiras, com maiores concentrações de parlamentares e lideranças políticas em capitais como São Paulo e Brasília.

Fonte: bnews.com.br

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