O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, neste domingo (18), apoio formal ao primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, na reta final da campanha para as eleições parlamentares do país, marcadas para 27 de outubro. O gesto ocorre em meio ao conflito no Oriente Médio, que se estende pelo sétimo mês, gerando impactos nos mercados globais de energia e desestabilizando economias da região.
Segundo informações do g1, Trump utilizou a rede social Truth Social para elogiar o aliado, classificando-o como um “grande primeiro-ministro guerreiro” e parceiro estratégico em ações militares conjuntas, como os ataques lançados contra o Irã em fevereiro. “Bibi Netanyahu foi forte, corajoso e brilhante diante de uma oposição tremenda, inclusive aquela vinda do próprio Israel”, escreveu o líder americano.
Em sua publicação dirigida ao “Grande Povo de Israel”, o ex-presidente completou: “Apesar de tudo isso, ele perseverou e, na verdade, prosperou! Vi Bibi nos momentos mais difíceis. Homens ou mulheres comuns, em situações assim, teriam sucumbido à pressão — mas Bibi não sucumbiu. Na verdade, ficou ainda mais forte e mantém essa mesma Força hoje. Que esta Carta sirva para representar meu Apoio Completo e Total a Bibi Netanyahu em sua próxima disputa pela reeleição como primeiro-ministro de Israel.”
Em reação ao endosso, Netanyahu divulgou um pronunciamento em suas redes sociais e publicou no X a mensagem: “Juntos, vamos completar a missão!”. O chefe do Executivo israelense usou o apoio da Casa Branca como argumento central para convencer eleitores indecisos, afirmando que a aliança entre ambos atuou no combate ao “eixo iraniano” e no afastamento de ameaças nucleares imediatas. “Essa é a maior consideração”, defendeu o primeiro-ministro, acrescentando que Trump fará a missão “apenas se nós dois a fizermos juntos” e apelando diretamente ao público: “Ouçam-no, ponderem estas coisas e votem em mim.”
A disputa de 27 de outubro será o primeiro pleito nacional em Israel desde o ataque do Hamas em 7 de outubro de 2023. As pesquisas de opinião apontam um cenário incerto, sem um caminho consolidado para a formação de maioria no Parlamento, sistema responsável por definir quem ocupará o cargo de primeiro-ministro. O movimento de Trump também reforça a prática do republicano de romper com a tradição diplomática americana de neutralidade ao declarar apoio ostensivo a candidatos em pleitos estrangeiros.
Fonte: Bahia Notcias

