Pesquisa aponta que um em cada cinco adultos viu nudes falsos com IA

Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um em cada cinco brasileiros adultos afirma ter visto ou recebido imagens de meninas ou mulheres nuas ou violentadas que poderiam ter sido alteradas por inteligência artificial, aponta pesquisa do Instituto Natura e da Avon.
 

Entre os entrevistados no Brasil, 12% disseram ter certeza de que as imagens haviam sido feitas com IA. Outros 8% ficaram em dúvida se eram reais. Mais 1% afirmou que os registros envolviam a si próprio ou alguém conhecido. A pesquisa foi feita com 2.845 pessoas, incluindo 345 entrevistas adicionais feitas em Alagoas.
 

Realizada pela Quiddity entre junho e julho de 2026, a pesquisa aplicou questionários online. Todos os participantes foram recrutados em redes sociais. A margem de erro de 1,96 ponto percentual, com nível de confiança de 95%.
 

Os grupos de 12% e 8% formam o contingente descrito pelo estudo como “um em cada cinco” brasileiros.

A maioria dos participantes —78%— afirmou nunca ter visto nem recebido imagens desse tipo. Entre os que disseram ter certeza de que o material fora feito com IA, a proporção chegou a 15% dos homens e a 19% dos jovens de 18 a 25 anos. O levantamento ouviu apenas adultos.
 

Os participantes responderam se já haviam recebido ou visto imagens de meninas ou mulheres nuas ou violentadas alteradas por IA. O estudo não examinou o material mencionado nas respostas. Por isso, não permite confirmar a origem das imagens nem estimar quantas pessoas foram retratadas.
 

Em abril, a AGU (Advocacia-Geral da União) pediu ao Google que retirasse dos resultados de busca sites capazes de criar imagens falsas de nudez com IA. A solicitação também incluía filtros para impedir que páginas semelhantes aparecessem nas buscas
 

Em julho, o Ministério da Justiça identificou 32 sites com ferramentas capazes de criar imagens falsas de nudez a partir de fotografias. A lista foi encaminhada à Polícia Federal e à ANPD (Agência Nacional de Proteção de Dados) para análise. Como funcionam pelo navegador, esses serviços dispensam a instalação de aplicativos e, em muitos casos, não exigem cadastro nem verificação de idade.
 

Em agosto, uma apuração mostrou a disseminação dessas ferramentas em sites e aplicativos.

Fonte: Bahia Notcias

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