Preta Gil reclamou de médico durante tratamento contra o câncer: “única vez”

Preta Gil sempre foi conhecida pelo alto astral mesmo em meio ao tratamento contra o câncer que durou mais de dois anos. A cantora, que faria 51 anos nesta sexta-feira (8), faleceu no último dia 20, quando tentava voltar ao Brasil após um experimento de cura nos Estados Unidos.

Os últimos momentos de vida da artista foram revelados pela médica Roberta Saretta, em entrevista ao jornal O Globo. No bate-papo, a coordenadora da equipe do cardiologista Roberto Kalil, do Hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, também revelou uma atitude inusitada de Preta: uma reclamação.

“A Preta sempre foi muito feliz, festiva. Só a vi reclamar uma única vez, mas foi uma reclamação de cansaço”, iniciou ao detalhar o ocorrido. “Um dia de manhã, um pouco antes da grande cirurgia, ela me perguntou: “Roberta, é possível o assistente do médico não encostar no meu pé quando ele vier falar comigo?”.

Roberta conta que era algo do cotidiano, mas que ela se mostrou incomodada nesta ocasião. “Esse profissional do hospital sempre conversava com a Preta fazendo massagem nos pés dela. Como a Preta era muito amável, algumas pessoas achavam que tudo bem tocar nela toda hora. Era comum acontecer”.

Atitude comovente de Ivete

Em entrevista ao jornal O Globo, Roberta Saretta, que acompanhou a famosa do início de tratamento até os últimos minutos antes da morte, contou um ato surpreendente de Veveta.

“O quarto da Preta era uma festa. Raramente tinha menos de cinco pessoas. E isso foi fundamental para lidar com a doença. Era um entra e sai”, iniciou.

“Um dia a Ivete terminou um show tarde da noite e foi direto para o Sírio [Libanês]. Entrou no quarto da Preta, esperou quietinha na cadeira até ela acordar, às 6 da manhã”, revelou.

Os últimos minutos de Preta Gil

O último momento em vida foi em tentativa de retornar ao Brasil após um tratamento experimental sem sucesso nos Estados Unidos. 

Em entrevista inédita ao jornal O Globo, a médica garante que Preta estava em condições para viajar. “Quando a ambulância chegou para levá-la ao aeroporto e os paramédicos mediram as taxas, ela estava estável, com índices normais, pressão, eletro, tudo. Ela queria, com todas as forças, chegar no Brasil”.

Roberta detalha que a artista se manteve consciente durante todo tempo, mas que passou mal antes de embarcar. “Durante o trajeto de uma hora e 20 minutos de viagem até o avião, fiquei de frente para ela, repetindo que a levaria para casa. Ela foi acordada o tempo todo. Ao chegar no aeroporto, ela passou mal, vomitou”.

Despedida

A dolorosa despedida aconteceu logo em seguida, quando a própria reconheceu que não aguentaria o voo.

“Estamos quase lá”, eu falei. “Preta, você dá conta de viajar? Segura mais um pouco?”. E ouvi a resposta: “Não dou conta”.

A partir daí, foi iniciada uma “força-tarefa” para prestar socorro, o que não evitou a morte poucos minutos depois. “Pedi para o paramédico nos levar ao hospital mais próximo. Chegamos em oito minutos. Quiseram reanimá-la, poucos minutos depois ela se foi”, contou.

Fonte: bnews.com.br

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