Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro Alexandre de Moraes, sempre manteve uma vida discreta, equilibrando a carreira jurídica com a rotina familiar. Casada com o ministro, ela é mãe de três filhos e foi vista recentemente em público durante o jogo do Corinthians em que Moraes se envolveu em polêmica por fazer um gesto obsceno. Agora, Viviane está no centro das atenções após ser sancionada pelo governo de Donald Trump, dos EUA, com a Lei Magnitsky.
A advogada passou a ser citada em discussões políticas após declarações do deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que afirmou que Viviane seria o “braço financeiro” do ministro. O parlamentar foi o primeiro a sugerir que ela poderia entrar na lista de sanções do governo dos Estados Unidos, o que, se concretizando, impediria seu escritório de firmar contratos com pessoas ou empresas ligadas ao país.
Formada em Direito e Propaganda e Marketing pela Universidade Paulista (Unip), Viviane é sócia do Barci de Moraes Sociedade de Advogados, sediado em São Paulo, escritório que conta com a participação de dois de seus três filhos. A banca já representou empresas de grande porte, como o Banco Master, mas não há registros de atuação direta dela em processos do Supremo relacionados à instituição.
Além disso, o escritório de Viviane também atuou em casos ligados à própria família Moraes. Em 2023, por exemplo, ela defendeu Alexandre de Moraes e familiares no episódio da agressão sofrida por eles em um aeroporto de Roma. Registros públicos indicam que a advogada participa de pelo menos 30 processos no Supremo.
A possível inclusão de Viviane na chamada Lei Magnitsky americana se relaciona a sanções impostas a estrangeiros acusados de corrupção ou violação de direitos humanos. O próprio Alexandre de Moraes já foi sancionado pelo governo Trump.
Fonte: Correio

